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Fernando Rubinelli vai ao MPF pedir apuração sobre possível quitação da Arena do Corinthians

Representação solicita análise completa do financiamento, dos valores pagos e das doações realizadas pela torcida

O advogado e associado do Corinthians Fernando Rubinelli protocolou uma representação no Ministério Público Federal para que seja apurado o saldo efetivamente devido no financiamento da Neo Química Arena e se a dívida pode já ter sido integralmente quitada.

A iniciativa ocorre após o administrador e perito Anísio Costa Castelo Branco apresentar ao Ministério Público do Estado de São Paulo um estudo técnico apontando possíveis divergências na evolução do saldo devedor. Como a operação envolve a Caixa Econômica Federal, empresa pública federal, e recursos vinculados ao BNDES, Fernando Rubinelli também levou o caso ao MPF.

Entre os dados que deverão ser esclarecidos está a cobrança de R$ 536,09 milhões apresentada pela Caixa em 2019. Uma reconstrução matemática citada no estudo técnico teria alcançado saldo de R$ 280,33 milhões na mesma data, uma diferença aproximada de R$ 255,75 milhões. Os valores ainda dependem de confirmação por meio dos documentos oficiais da operação.

Fernando Rubinelli apresentou 33 perguntas para orientar a apuração. Elas tratam da liberação dos recursos, da evolução do saldo, das taxas e dos encargos cobrados, da multa contratual, das amortizações realizadas e dos acordos firmados entre o Corinthians e a Caixa.

A representação também solicita a conferência dos valores arrecadados pela campanha de doações promovida pela Gaviões da Fiel. O objetivo é verificar se cada contribuição foi corretamente utilizada para reduzir o saldo da dívida.

“Não se trata de uma acusação antecipada contra o Corinthians, a Caixa ou os responsáveis pela campanha. O objetivo é obter uma análise oficial, documental e independente para esclarecer quanto foi efetivamente pago, qual é o saldo correto e se o financiamento já pode ser considerado quitado”, afirma Fernando Rubinelli.

O documento pede que o MPF requisite os contratos, aditivos, extratos, registros contábeis e a memória completa da evolução da dívida. Também solicita a realização de auditoria ou perícia contábil-financeira independente.

Agora caberá ao Ministério Público Federal analisar a representação e decidir sobre a adoção de diligências, a instauração de procedimento próprio ou eventual encaminhamento a outro órgão competente.

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