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Inadimplência segue em alta no Grande ABC, aponta levantamento da CDL

Levantamento da CDL São Caetano do Sul, com apoio da Agência de Desenvolvimento, aponta crescimento acima das médias estadual e nacional

Dados mais recentes da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Caetano do Sul (CDL), com apoio da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, apontam crescimento da inadimplência na região. Em março de 2026, o número de devedores aumentou 15,74% em relação ao mesmo período do ano anterior, índice superior às médias do Sudeste (8,97%) e do Brasil (9,54%). Já na comparação mensal, entre fevereiro e março, a alta foi de 0,70%.

O levantamento também mostra que o número de dívidas em atraso cresceu 25,96% na comparação anual. Em média, cada consumidor inadimplente possui 2,422 dívidas, acima das médias estadual e nacional. O valor médio devido é de R$ 5.659,04, enquanto cerca de 40% dos consumidores têm dívidas de até R$ 1.000.

O perfil dos inadimplentes indica maior concentração na faixa etária de 50 a 64 anos (24,72%), com distribuição equilibrada entre homens e mulheres. O tempo médio de atraso chega a 28,2 meses, sendo que um terço dos consumidores permanece negativado entre 1 e 3 anos. O setor bancário concentra mais de 66% das dívidas na região.

Segundo o presidente da CDL São Caetano do Sul, Alexandre Damásio, o cenário exige atenção. “Os dados mostram uma pressão crescente sobre o orçamento das famílias. Mesmo com a geração de empregos, muitos deles ainda têm rendimentos mais baixos, o que, combinado ao custo do crédito, acaba contribuindo para o aumento do endividamento. É um quadro que exige acompanhamento e ações que fortaleçam a capacidade de consumo da população”, afirmou.

Para o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, Aroaldo Silva, os dados refletem um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias. “O que os números mostram é um endividamento elevado e prolongado, que tem relação direta com o custo do crédito no país e a alta taxa de juros. Isso impacta o consumo e afeta a dinâmica econômica da região como um todo”, afirmou.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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