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Vereador Josa critica Taka por silêncio sobre a mudança na aposentadoria em Diadema

 Vereador Josa critica Taka por silêncio sobre a mudança na aposentadoria em Diadema

O vereador Josa Queiroz criticou a postura do prefeito Taka Yamauchi em relação ao silêncio do Paço Municipal de Diadema sobre as mudanças na lei de aposentadoria dos servidores públicos. A declaração aconteceu durante a sessão ordinária dessa quinta-feira, 5 de março, que recebeu os servidores e os representantes do Sindema, para refletir acerca da nova legislação.

Para Josa, a falta de diálogo tem sido o principal problema. “Não ouvimos uma palavra da Prefeitura e do prefeito nos últimos 30 dias. Aliás, todos os gestos foram feitos às escondidas para tentar reverter, mais uma vez, o mandado de segurança que entramos para conseguir discutir a situação de forma justa com o Sindema”, explicou.

Ele seguiu com os apontamentos sobre a postura de Taka. “Não se deve confiar e muito menos respeitar alguém que não liga para o funcionalismo da cidade na qual ele é prefeito”, afirmou.

O vereador também reservou um tempo para defender o direito dos funcionários públicos de Diadema. “O processo jurídico que travamos para derrubar essa lei é um instrumento de luta que estava à nossa disposição”, compartilhou. “Desde o início, existiam claros indícios, por parte da Prefeitura, de que não haveria respeito com quem faz a nossa cidade funcionar”, concluiu.

Histórico

O vereador Josa Queiroz conseguiu a suspensão da aprovação da Proposta de Emenda à Lei Orgânica Municipal (PELOM 001/2026) que estendia o prazo de aposentadoria dos servidores públicos de Diadema. A medida, aprovada em regime de urgência sem consulta ao Sindema e aos servidores, foi considerada irregular pelo parlamentar.

A lei foi enviada 7 minutos antes da primeira sessão de fevereiro e aprovada por 17 vereadores, enquanto a bancada do PT se manteve contra. O sindicato e os funcionários públicos reagiram à falta de transparência e exigiram participação direta no debate, conforme previsto no artigo 150 da Lei Orgânica Municipal, que garante a eleição de representantes para assuntos que afetam a qualidade de vida dos trabalhadores atrelados à Prefeitura.

Com a paralisação, Josa garantiu que a tramitação da reforma só poderá prosseguir após o cumprimento das burocracias obrigatórias, o que exige responsabilidade e planejamento. Ele também reforçou que decisões que afetam diretamente a vida do funcionalismo público devem respeitar a legislação vigente.

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