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Especialista explica quando o incômodo pode indicar um problema mais sério e como a acupuntura pode contribuir para o controle da dor

Levantar o braço, pentear o cabelo, vestir uma roupa ou simplesmente dormir sobre determinado lado. Atividades aparentemente simples podem se tornar difíceis quando surge uma dor no ombro. O problema é mais comum do que se imagina e pode ultrapassar o desconforto e afetar a capacidade de trabalharDados da Previdência Social apontam que mais de 135 mil benefícios por incapacidade temporária foram concedidos em 2025 em casos classificados como lesões do ombro, mostrando o peso dessas condições para a saúde e para a vida profissional dos brasileiros.

Mas sentir dor no ombro não significa necessariamente ter apenas uma tensão muscular. O sintoma pode estar relacionado a diferentes condições, como tendinites, bursite, lesões do manguito rotador, síndrome do impacto, artrose e até alterações na região cervical. Por isso, identificar a origem do problema é fundamental para definir o tratamento adequado.

“Dor no ombro é um sintoma e não um diagnóstico. Antes de tratar a dor, é importante entender o que está causando esse quadro. Dependendo da origem, o paciente pode precisar de fisioterapia, medicamentos, procedimentos ou outros tipos de tratamento. A acupuntura pode auxiliar em determinados casos, especialmente com o objetivo de ajudar no controle da dor e na recuperação funcional”, explica o Dr. André Tsai, ortopedista e acupunturiatra e vice-presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

Realizar acupuntura para esse tipo de dor não tem como objetivo substituir o tratamento convencional, mas sim utilizar a acupuntura de maneira integrada, quando houver indicação. O controle adequado da dor pode favorecer a reabilitação e permitir que o paciente recupere seus movimentos e retome suas atividades”, afirma Tsai.

Nem toda dor no ombro deve ser ignorada

Uma das dificuldades está em diferenciar um desconforto passageiro de uma dor que merece investigação. Quadros provocados por esforço físico, postura inadequada ou sobrecarga podem melhorar com medidas simples e um acompanhamento adequado. Já uma dor persistente, recorrente ou associada à perda de força e limitação dos movimentos deve ser avaliada por um médico.

O mesmo vale para situações em que a dor começa após uma queda, pancada ou outro trauma. Nesses casos, lesões de estruturas como tendões, músculos e articulações precisam ser descartadas. “Se a dor persiste, piora progressivamente ou começa a interferir no sono, no trabalho ou nas atividades do cotidiano, é importante procurar avaliação médica. O paciente não deve simplesmente tentar esconder o sintoma, porque isso pode atrasar o diagnóstico da causa”, orienta o médico.

Por que o ombro dói?

O ombro é uma região complexa, formada por articulações, músculos, tendões e ligamentos que permitem grande amplitude de movimento. Essa mobilidade, porém, também faz com que a região esteja sujeita a sobrecargas e diferentes tipos de lesão.

Além do envelhecimento, fatores como movimentos repetitivos, prática esportiva, atividades profissionais, alterações posturais e excesso de carga podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor.

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